Outro poema

novembro 29th, 2011 § Deixe um comentário

Bem, já terminei o meu livro Poesia Consciência e como o poema anterior, esse estará em outro livro ainda sem nome, assim como o poema:

Rodoviária:
Tem escrito no letreiro da condução.
Mas o que há, além, ao lá chegar?
Solução? Improvável.
Desço ao fim da rota, encontro outras várias:
Toda escolha leva a outra.
Cansar-se do caminho é não poder habitar mais este mundo.
Ainda posso agüentar o peso nas costas.
Meu verso é minha mochila, pesa-me.
Mas sem ele
Não poderia carregar o Universo em mim.

Esse poema ainda está sem título

outubro 27th, 2011 § Deixe um comentário

Sem título ainda, e estará em meu próximo livro de poemas:

Sou o apaixonado travestido de cafajeste
O amor mascarado
safado de muitas lágrimas
e pouquíssimos gozos.
Elas sabem, serei o primeiro
A erguer a alma e declarar o amor
da forma que for…
Nos copos da vida,
Vou encontrando as razões de sofrer
E enquanto viver viverei amando
Sozinho no caminho tão sem fim
Pois é falando do amor que falo de mim.

Jogos no espaço-tempo

agosto 1st, 2011 § 4 Comentários

Mais um que estará em meu livro Posição Amigável. Ele resume bem o teor desse livro. Então leiam enquanto é de graça. [sempre será, menos pra mim né.]


Jogos no espaço-tempo

Sentados em seus tronos metálicos esverdeados, dois deuses conversam.
- Por que Deus morreu? – perguntou o de manto prateado e roupas de banho.
- Qual? Aquele meio amorfo?
- Sim.
- Ele defecou uma merda de circuferência maior do que o perímetro de seu ânus.
- Mas isso não faz sentido. E a lógica da preservação divina?
- E quem foi que dise que a manutenção da vida é lógica? Quem disse, aliás, que a lógica é algum parâmetro para uma comparação aceitável e agradável?
- Em meu Universo é.
- É claro, é por isso que vocês criaram aquela tal de ciência que prova que você não existe.
- E eles estavam com razão. Ainda não entendi porque eu não evaporei.
- Deve ser a lógica de sustentação da vida. A lógica criou a ciência. E é lógico o organismo se manter vivo. Seria lógico um organismo não existir depois que foi provado que ele não pode existir. Criamos um paradoxo, qual lógica é mais coerente? Acho que acabei de provar que não existe lógica em seu Universo.
- Se provou, há lógica.
E os dois deuses temeram que ambos evaporassem, então pararam de conversar sobre assuntos perigosos e obscuros.
Resolveram jogar bilhar.

Minha cova é minha alma

julho 15th, 2011 § 1 Comentário

Melancolia de Dürer

Toda vez que viajo para dentro de mim
me afogo nesse torrencial espírito ancestral
de cicatrizes ontológicas que me definem.

Ser eu é ser triste, ser do mundo se conhecendo
é chorar enquanto os rasos gozam sem porquê
até morrerem vazios.

Vou morrer completo…de melancolia.

XII

julho 12th, 2011 § 2 Comentários

Esse é o meu décimo segundo poema do meu livro de versos em andamento. Não tenho o título ainda, de primeira era Seios, mas os versos de exaltação feminina foram ficando raros e as divagações sobre o espírito livre passaram a dominar. É uma pena, pois há umas pessoas que eu faço questão de abraçar por conta do tamanho de seus seios.

XII

Não creio que as linhas das mãos
sejam condizentes com o passar pelas ruas.
Isso de destino…

Também não posso venerar os planejamentos.
nas veredas achei o que não procuro
e a dúvida é a condição de todos os caminhos.

Da totalidade dos atos, uns com planos…
A rede que mais me fez sentir vivo
Foi aquela que nos colocou juntos sem marcarmos.

Nos esbarramos pela rua, e não pelo destino
E por conta da surpresa do inesperado
Em euforia, no abraço, eu a tive em minhas mãos.

O tato natural que apenas aconteceu
como um poema livre que deságua para o mundo…

Aviso

julho 8th, 2011 § Deixe um comentário

Pessoal, meu computador tá muito ruim e estou tentando ajeitá-lo, então fica complicado fazer alguma postagem. Eu não tenho nenhum texto comigo aqui agora, mas em breve colocarei algo. Obrigado.

Realidade

junho 5th, 2011 § 4 Comentários

Ah! se meu coração fosse apenas partido
mas é multidividido em partes desiguais
Que ama e desama,
das loucas às normais.

A dança

abril 28th, 2011 § 11 Comentários

O corpo a priori é estático. As motivações o movem. E a dança é uma motivação que me parece bem pitoresca.
Se mover, sem pudor, diante dos olhos de outros corpos estáticos, sair da linha de inércia em uma sociedade contraditória: inerte e circular, parece um ato corajoso. Quando o ânimo para o movimento altera o estado canônico das coisas paradas e sem sentimento, todos se alteram. Dançar, ato satânico, às vezes vestido de eletricidade amorfa que transpassa todos os termos: todos ficam de pau duro. Até os mais conservadores. Sim, pau duro, pois a dança sempre tem esse tom feminino. A dança masculina parece mais uma explosão, um esqueleto que pisoteia o chão com violência e indisciplina. Ela se assemelha a uma sátira, imitação grotesca do mover dos corpos femininos.
Eu não consigo dançar, no geral. Talvez quando bêbado e embalado por uma música boa. Por isso que sou estático, envergonhado e tímido. Por isso que admiro o mover dos corpos, seja os femininos, seja a horrenda sátira masculina.
A dança é da natureza humana, instintiva; desperta o selvagem, o macaco nu. Dançar é subverter a ordem social, cutucar a ferida humana.
Que dancem as putas e os soldados!

Espírito comedor

abril 7th, 2011 § 7 Comentários

Tomo minha dose de café vespertino mas não foi o suficiente. A primeira dose foi solitária, me convidaram para outra, sociabilidade é preciso, então tomei novamente. Conversei, fui embora. O mundo parecia mais entranhado em mim perceber um objeto é entranhar-se a ele? Então eu era o mundo e o mundo era eu. Ônibus fluxo de consciências entrelaçando-se em um ambiente tumultuoso em velocidade constante a velocidade das paradas. Estou naquele estágio maluco cognitivo onde tudo é bom, tudo é apreendido, em uma multiplicidade caleidoscópica estonteante! No rádio do veículo toca Ana Carolina e eu curto. Sentado ao meu lado um rapaz classe média baixa estudante blusas pretas jeans legais óculos escuros escuta um rap não sei de quem é mas curto. As duas músicas chegam em meu ser e eu as devoro, as curto. A sensação de ser dois me engrandece e me instiga. Então o instinto carnívoro já existente em meu espírito intensifica-se e eu como o mundo, o motorista, o classe média, as mulheres daqui. Amo todos e por isso não amo ninguém. Os fluidos, os fluidos! Passam como vento, tocam-me e me encantam! Eu poderia captar todas as cores dos andares, esse urbano concreto, cimento de vozes e assaltos. Então eu desço do ônibus, ando corro não posso parar nunca, DROGA! Um cruzamento sinal aberto para eles fechado para mim. Então ando em círculos devoro minha própria angustia de velocidade constante, a modernidade não pode parar, não posso parar. Os genes egoístas entrelaçados com a cultura brasileira autoritária hierárquica hipócrita sexual futebolística pilotam os veículos automores que carregam um ou dois desses seres insuportáveis. Então, porque eu tenho que parar por eles? Instinto de sobrevivência. Logo chega a minha vez volto ao movimento e como tudo. Fico denso chumbo, overdose de universos particulares incorporados, que tempos loucos esse que vivemos de hipertexto e informação permanente, nesse mundo de hiperinformação tudo é subúrbio, menos o nosso próprio ego e o meu está inflado pois eu comi o mundo hipertextual-complexo vivo! Como eu poderia sentir tédio? Chego em casa digito na busca “tédio”, twitter, todos vocês estão com tédio, não sabem o que fazer, o tédio os consomem, hahahaha, eu não sinto isso, eu cultivo meu espírito, eu me entreguei para as artes, eu não sinto tédio porque sou escritor.

Apenas sei que a vida pesa, mas o sorrir é belo

março 17th, 2011 § 8 Comentários

A solidão das palavras impressas no papel me acalenta. É nessa calmaria que encontro a maior tempestade de todas: o pensar. Nítido, porém gelatinoso, ele passeia pelas veredas do destino humano atormentando até o mais barbudo dos homens. O mar revolto transformou homens vis e mesquinhos em grandes heróis. Então, a tormenta caótica do pensar deve ser buscada. É esse o conselho que deixo para todos nessa breve madrugada fictícia. Pensem, meus amigos…a imaginação é o veículo mais apropriado para a completude de “espírito”.

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